Thursday, April 7, 2011

Educating in Zion

“This Church is always only one generation away from extinction. All we would have to do to destroy this work is stop teaching our children for one generation.” (Holland, Jeffrey R.)

Essa citação do apóstolo Elder Holland mostra a importância de educação. Educação não é somente algo temporal, embora nos ajude em nossas vidas temporais e financeiras. Também é um assunto espiritual. Nós temos que aprender a aprender. Não é somente na escola que aprendemos, como Elder Holland fala, nós aprendemos em nosso lar também. Nossas famílias e até nossas sociedades sofreriam muito, em um dia se destruiriam se nós não continuássemos a aprender e educar nossos filhos. O evangelho se depende do aprendizado, e também o nosso mundo.

Friday, April 1, 2011

Edifício Master

"O projeto de Eduardo Coutinho é humanista, quase antropológico: dar voz àqueles habitantes da cidade grande que não têm nenhuma possibilidade de falar."

(Rodrigo Carreiro, "Edifício Master")

Eu achei o filme Edifício Master muito interessante. Eu concordo que a citação no artigo sobre o filme escrito por Rodrigo Carreiro. Parece que Eduardo Coutinho tinha motivos puros quando ele fez o filme. Ele somente queria deixar as pessoas falarem, e por meio disso ele mostrou um outro lado do Rio. É um lado mais verdadeiro, que apesar da violência e tudo, as pessoas são como pessoas em todo lugar. Tem suas próprias problemas, mas mesmo assim, as pessoas procuram uma vida feliz apesar da solidão que sentem numa cidade grande.

Friday, March 25, 2011

Narração

"Narrative is a fundamental way that humans make sense of the world."
(Narrative as a Formal System, p. 74)

Eu escolhi essa citação porque eu acho que é essencial que o filme use a narração. É algo que já é entendido pela humanidade. Todo o mundo usa a narração para entender o seu mundo. Também ajuda as pessoas que assistam ao filme lembrar do filme. Quando os fatos são listados, mas sem narração, é muito dificil entender o que realmente está acontecendo. Esse mesmo artigo tem um exemplo sobre quando o telefone toca e o homem não consegue dormir. Os fatos não fazem sentido sem ser organizado numa narração. Por causa disse, quase todos os filmes, até os documentários usam narração no filme.

Thursday, March 17, 2011

Crucificado

"Colocam-no sobre a cruz, de costas, com os braços estendidos, como um crucificado. Carregam-no assim, como numa padiola e avançam para a igreja...Intimidados, o padre e o Sacristão reuam, a Beata foge e os capoeiras entram na igreja com a cruz, sobre ela o corpo de Zé-do-Burro."
(Dias Gomes, O Pagador de Promessas, 95)

A semana passada eu escrevi sobre como o Padre julgou Zé por tentar ser igual a Cristo. Essa últimas palavras de peça também falam sobre a mesma coisa. É interessante notar que quando o Padre falou sobre a tentação de ser como Cristo, Zé não estava tentando fazer nada assim. E agora, no final do peça ele está morto. Se estivesse vivo, provavelmente não deixaria os outros carregar ele dentro da igreja como um crucificado, porque isso nunca foi o motivo dele. Ele ia querer que a cruz entrasse, mas não com ele em cima. Até quando ele está morto as pessoas estão mudando os motivos dele e tentando colocar outros motivos como os dele.

Thursday, March 10, 2011

Igual a Cristo?

"Que pretendo? Voltar pra minha roça, em paz com a minha consciência e quite com a santa.
Só isso?
Só...
Tem certeza Não vai pretender ser olhado como um novo Cristo?
Eu?!
Sim, você que acaba de repetir a Via Crucis, sofrendo o martírio de Jesus. Você que, presunçosamente, pretende imitar o Filho de Deus..."
(Dias Gomes, O Pagador de Promessas, 37)

Nessa parte do drama, o padre julga os motivos do Zê. Provávelmente ele começou a duvidar nos motivos de Zê quando descobriu que Nicolau era um burro. O Padre não consegue entender que algúem realmente faria uma coisa tão grande para um animal. Então, ele decide que o Zê tem outros motivos, incluindo o motivo de querer ser igual a Cristo. Como padre, ele deve saber que somente Cristo pode julgar os corações das pessoas, mas o Padre julga rapidamente. Nessa parte do drama os leitores podem descobrir que Zê é mais Cristão do que o Padre. Isso é muito ironico, especialmente porque ele pretende entrar na igreja para começar a missa, sem deixar um homem mais puro, o Zê, entrar.

Thursday, March 3, 2011

"Tirem-nos tudo,/mas deixem-nos a música/...seremos sempre livres/se nos deixarem a música"
(Noémia de Sousa, "Súplica", 192)

Eu acho que esse poema fala muito sobre a cultura da África. A citação que eu escolhi explica o que é mais importantes para esse povo- a música. O poema fala sobre muitas coisas que aconteceram para os africanos, até coisas ruins, mas que tudo estaria bem se deixasse a música. As palavaras me fizeram pensar, se um escritor do Brasil ou de Portugal tivesse escrito esse poema, para o que suplicaria? Talvez não seria música. Ou se um poeta dos Estados Unidos tivesse escrito um poema semelhante, provavelmente não escholheria música como a coisa mais importantes. Entender o que é mais importante para algúem ou para uma cultura ajuda muito a entender o povo.

Friday, February 25, 2011

Adriana Lisboa

Eu fui para a palestra da Adriana Lisboa quando falou de tradução. Eu achei a palestra muito interessante, especialmente como ela falou que como tradutora, ela tem que ser um espelho e nada mais. Eu acho que seria muito difícil traduzir a obra de uma outra pessoa sem trasmitir um pouco de si mesmo. Como ela é escritora e tradutura, eu acho que às vezes deve ser difícil pular de uma identidade para a outra. Em vez de ser somente um espelho, quando escreve suas próprias obras ela tem que ser criativa e faz o que quiser. Seria completamente diferente.
"humor" (Oswald de Andrade, "Amor," p. 244)

Achei esse poema muito interessante. Lemos o poema como parte do estudo de humor em poesia, mas eu também acho que esse poema poderia fazer parte do poesia concreto. O poema desafia as regras de poesia porque o poema inteiro é somente uma palavra. Essa única palavra deixa muito para o leitor interpretar. Por exemplo se amor é humor, nós poderíamos também falar que humor é amor? Talvez não. Então, o leitor tem que pensar e decidir qual é a relação entre as duas palavras. Para mim, eu acho que amor precisa de humor para durar. Seria difícil existir o amor sem humor. Mas, do outro lado, existe muito humor sem amor no mundo de hoje. Às vezes é um humor que prejudica as outras pessoas. Então seria melhor se o humor também tivesse mais amor incluído.

Thursday, February 17, 2011

Por acaso

"socaa/oscaa/scoaa..." (Augusto de Campos, "Acaso", p. 362)

Não vou tentar citar mais desse poema, porque tem uma estrutura bem diferente. Eu gostei muito de aprender sobre a poesia concreta. Esse poema é uma representação de um acontecimento que acontence por acaso. Faz-me lembrar da crônica O milagre das folhas escrito por Clarice Lispector, porque os dois falam e explicam algo bem ordinário. Clarice Lispector fala sobre as folhas que caiam, e como ele as guarda por serem milagres. Também esse poema faz isso. Geralmente nem pensamos sobre a organização das letras quando escrevemos uma palavra, mas Augusto de Campos mostra de uma maneira quase matemática como a palavra acaso somente acontece por acaso. Talvez os dois escritores querem que nós prestemos mais atenção às coisas ordinárias e que demos mais valor a elas.

Thursday, February 10, 2011

Censura e a cilaba verbal

"Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra
--envenenada."
(Sant'Anna, A. "Cilada verbal", 404)

Achei esse poema muito interessante, especialmente quando eu entendi contexto social. Affonso Romano de Sant'Anna escreveu esse poema quando o Brasil estava sofrendo por causa do regime militar. Essa informação me fez lembrar do que aprendi no curso de Hístoria do Brasil. Foi muito interessante, e triste aprender sobre o que aconteceu nessa epoca. Depois do golpe, havia muita censura. Por causa da censura, os cantores e autores tinham que ser muito criativos para que as obras pudessem ser publicadas. É possível que essa censura os ajudou pensar mais profundamente para poder esconder a sua mensagem. Talvez os ajudou a serem melhores artistas. Esse poema foi publicado durante essa epoca e fala sobre essa censura, mas embora tivesse censura, Sant Anna consegiu escrever sobre a censura e o poder da palavra.

Thursday, February 3, 2011

Meu ideal

"Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse-"ai meu Deus, que história mais engraçada!" E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história, e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol," ("Meu ideal seria escrever...", Rubem Braga, 94)

Eu gosto das crônicas porque elas são mais claras. Acho esse conto um bom exemplo, como Rubem Braga fala exatamente sobre o que quer. Na verdade, eu não devo falar que é Rubem Braga que quer escrever algo tão engraçada, porque não tem evidência disso. Mas eu gosto de pensar que o escritor tem esse motivo puro. Então, pode ser o narrador que quer escrever essa história. É um motivo puro, mesmo que queira que muitas pessoas leiam e falem para as outra pessoas lerem também. O narrador não quer isso para ser uma pessoa mais famosa, ou receber mais dinheiro ou nada assim. É somente para abençoar a vida dos outros. A ultíma frase "como um raio de sol" faz me pensar sobre as escrituras que falam que devemos ser como a luz do mundo. É a luz que faz essa diferença nas pessoas, como essa história engraçada pode fazer na vida da moça que está doente.

Thursday, January 27, 2011

Conto (não conto)

"Aqui, um território ainda mais vazio, espaços, um pouco mais que nada. Ou muito, não se sabe." (Sérigio Sant'Anna, "Conto (não conto)", 518)

Eu escolhi essa frase porque a frase é repetido várias vezes de formas diferente nesse conto. Acho que essa frase que dá a melhor explicação do conto inteiro. A frase faz o leitor pensar. É muito, ou nada? Como vou saber? O narrador não dá a resposta. Quem decide é o leitor. O narrador fala que é um território vazio, mas somente depende da mente do leitor. É o mesmo princípio que Machado de Assis escreve em seu conto "A chinela turca." Ele termina o conto com a frase, "o melhor drama está no espectador e não no palco." O valor depende de nossa imaginação e interpretação. Se o conto vale muito ou nada depende do leitor, e não do escritor. Claro, que existem pessoas com um dom de escrever que fazem os leitores pensar mais do que outros, mas no fim, é responsabilidade de criar algo real pertence ao leitor.

Thursday, January 20, 2011

"Chegando à vila, tive más notícias do coronel. Era homem insuportável, estúrdio, exigente, ninguém o aturava, nem os próprios amigos. Gastava mais enfermeiros que remédios. a dois deles quebrou a cara. Repondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes, e depois de entender-me com o vigário, que me confirmou as notícias recebidas, e me recomendou mansidão e caridade, segue para a residência do coronel." (Machado de Assis, "O enfermeiro")

Em minha mente, a frase "gastava mais enfermeiros que remédios," criou uma imagem de alguém terrível. Entre os enfermeiros, é muito conhecido que aqueles que trabalham nos auxílios dão mais remédios do que qualquer outra coisa. Às vezes, um paciente tem mais de 20 remédios por dia! Então para falar que o coronel gastava mais enfermeiros que remédios significa que realmente, ninguém o suportava!

Ao ler essa parte do conto, eu comecei a pensar sobre o que eu conheço sobre enfermagem. Procópio foi recomendado a praticar mansidão e caridade. Essas virtudes são bem importantes nesse profissão. Era a coisa certa recomendar. na verdade, o tema de enfermagem na Universidade de Brigham Young è "I would learn the Healer's art." A frase significa que devemos nos esforçar para sequir o exemple do Salvador e nos preocupar com o bem estar dos pacientes. Geralmente, aqueles que estudam enfermagem como eu, tem mais medo de algo do que qualquer outra coisa. Temos medo que vamos ser responsável pelo morte de um paciente. É muito claro que Procópio não tinha medo disso. O conto não fala nada a respeito disso, menos "não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes." Talvez se ele tivesse um pouco mais medo, ele não teria perdido a paciência e matado o coronel.

Fados

Ontem eu assisti o filme Fados. Foi muito interessante! Eu aprendi muito sobre a música portuguesa. Tinha alguns instrumentos que eu não conheço, e gostei de ouví-los. Também gostei de ouvir os sotaques diferentes e tentar advinhar de que lugar eram os cantores. Os cantores são bem diferentes um do outro, tinha velho, e mulher. A música que eu mais gostava se chama Fado batido. Mas na verdade, estou feliz por ter tido a oportunidade de ir e aprender e ouvis música em português.

Thursday, January 13, 2011

13 de Janeiro, 2011

"O senhor é acusado de haver subtraído uma chinela turca. Aparentemente não vale nada ou vale pouco a tal chinela. Mas há chinela e chinela. Tudo depende das circunstâncias." (Machado de assis, J.M. "A chinela turca.")

Ao ler essa frase do conto "A Chinela Turca," eu me lembrei da discussão que tivemos em nossa sala de aula, sobre "O que é literatura?" A frase sobre a chinela explica a mesma ideia, que a importância e valor da chinela (e da literatura), depende muito da circunstância. O valor da chinela dependia do dono, e de onde veio. A importância da literatura também tem muito a ver com o dono, ou o autor. Os contos de alguns autores, includindo Machado de Assis, tem mais valor porque a pessoa que escreveu é conhecido e valorizado.
As circunstâncias também tem influencia, porque o significado da literatura pode mudar, dependendo da nossa vida e as próprias experiências. Eu acredito que o narrador queria que o leitor aprendesse a mesma coisa. A importânicia e significado do conto dependia mais do leitor e das suas experiências, do que as palavras em si.

Saturday, January 8, 2011

Esse é meu primeiro Blog, e vou escrever um pouco cada semana sobre aquilo que estou lendo em meu courso de literatura portuguesa e brasileira.