"Que pretendo? Voltar pra minha roça, em paz com a minha consciência e quite com a santa.
Só isso?
Só...
Tem certeza Não vai pretender ser olhado como um novo Cristo?
Eu?!
Sim, você que acaba de repetir a Via Crucis, sofrendo o martírio de Jesus. Você que, presunçosamente, pretende imitar o Filho de Deus..."
(Dias Gomes, O Pagador de Promessas, 37)
Nessa parte do drama, o padre julga os motivos do Zê. Provávelmente ele começou a duvidar nos motivos de Zê quando descobriu que Nicolau era um burro. O Padre não consegue entender que algúem realmente faria uma coisa tão grande para um animal. Então, ele decide que o Zê tem outros motivos, incluindo o motivo de querer ser igual a Cristo. Como padre, ele deve saber que somente Cristo pode julgar os corações das pessoas, mas o Padre julga rapidamente. Nessa parte do drama os leitores podem descobrir que Zê é mais Cristão do que o Padre. Isso é muito ironico, especialmente porque ele pretende entrar na igreja para começar a missa, sem deixar um homem mais puro, o Zê, entrar.
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