"Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse-"ai meu Deus, que história mais engraçada!" E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história, e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol," ("Meu ideal seria escrever...", Rubem Braga, 94)
Eu gosto das crônicas porque elas são mais claras. Acho esse conto um bom exemplo, como Rubem Braga fala exatamente sobre o que quer. Na verdade, eu não devo falar que é Rubem Braga que quer escrever algo tão engraçada, porque não tem evidência disso. Mas eu gosto de pensar que o escritor tem esse motivo puro. Então, pode ser o narrador que quer escrever essa história. É um motivo puro, mesmo que queira que muitas pessoas leiam e falem para as outra pessoas lerem também. O narrador não quer isso para ser uma pessoa mais famosa, ou receber mais dinheiro ou nada assim. É somente para abençoar a vida dos outros. A ultíma frase "como um raio de sol" faz me pensar sobre as escrituras que falam que devemos ser como a luz do mundo. É a luz que faz essa diferença nas pessoas, como essa história engraçada pode fazer na vida da moça que está doente.
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